quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Bolívia tem o maior incêndio da história.

Bolivianos fretaram uma aeronave tanque para combater o fogo; presidente é criticado por ter demorado uma semana para agir.

A Bolívia sofre com o maior incêndio de sua história recente. Uma área de pelo menos 500 mil hectares já foi consumida pelo fogo. A nuvem de fumaça que sai de Roboré, município do departamento de Santa Cruz, chegou, inclusive, a cidades brasileiras que ficam perto da fronteira boliviana. O presidente Evo Morales, que está em campanha eleitoral, rejeitou o apoio internacional para controlar as chamas, e vem recebendo críticas da oposição. 

Os primeiros focos do incêndio foram detectados há 16 dias. O fogo atinge pelo menos dez povoados do município Roboré, no sudeste boliviano, quase na fronteira com o Brasil. A cidade abriga um dos mais emblemáticos parques do país, onde há uma rica fauna e flora. Nas imediações também está a Chiquitanía, como são chamadas as Missões Jesuíticas na Bolívia.

Há suspeitas de que as queimadas, promovidas pelos agricultores com a justificativa de preparar a terra para a lavoura, tenham saído do controle e alastrado o fogo. Dados não-oficiais apontam que o fogo devastou uma área equivalente a 500 mil campos de futebol. O clima seco e os ventos fortes típicos desta época do ano podem ter ajudado a espalhar as chamas.

Até o momento não há perdas humanas por causa do incêndio, mas os animais sofrem com o fogo e o calor. Ainda não foi possível determinar o impacto dos danos materiais.

Em alguns setores os moradores tiveram que ser evacuados. Por causa da péssima qualidade do ar, as aulas foram interrompidas. A fumaça afeta, inclusive, regiões do Brasil e do Paraguai que ficam perto da fronteira boliviana. Não há previsão de quando será possível extinguir o incêndio.

Aluguel de avião e erro de logística.
O presidente Evo Morales rejeitou a ajuda internacional. Em compensação, decidiu pagar caro pelo aluguel de um Boeing 747-400, uma imensa aeronave-tanque. Chamado de “Supertanker”, este avião gigante deve chegar ainda nesta quinta-feira (22) ao país.

O Boeing 747-400 consegue transportar até 150 mil litros e será usado no combate ao fogo. No entanto, precisa de uma pista de 2.400 metros de comprimento para operações de pouso e decolagem. Na Bolívia, apenas o Aeroporto Internacional de Viru-Viru, na cidade de Santa Cruz de la Sierra, localizado a 30 minutos de voo do foco do incêndio, oferece essas dimensões. Por temas logísticos, o governo boliviano avalia levar o “Supertanker” a uma base em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, município brasileiro que está a poucos quilômetros do foco da queimada.

Aeronaves de menor porte também participam dos trabalhos de combate ao fogo. Além disso, mais de mil integrantes das forças de segurança do Estado foram para Roboré participar das operações de combate ao fogo. Pelo menos cem profissionais ajudarão no resgate de animais afetados pelo incêndio.


Bolsonaro escala equipe ministerial para combate a queimadas na Amazônia.

O presidente deve promover reunião nesta sexta (23) para discutir medidas que possam ser tomadas em prol das florestas. 

O presidente do Brasil Jair Bolsonaro deverá se reunir com a equipe ministerial escalada para resolver o problema das queimadas na floresta amazônica. 

Em sua live semanal nas redes sociais, o presidente afirmou que "os incêndios florestais na região amazônica podem ser usados para prejudicar o setor do agronegócio no Brasil". 

"Alguns países usam os incêndios para potencializar as críticas contra o Brasil para prejudicar o agronegócio, nossa economia, para recolocar o Brasil numa posição subalterna", Afirmou. "Um país agora, sem dizer o nome aqui, falou da 'nossa Amazônia', teve a desfaçatez de falar 'a nossa Amazônia', está interessado em um dia ter um espaço aqui na nossa Amazônia para ele", disse.



Queimadas criminosas

Durante a live, o presidente brasileiro admitiu que tem havido incêndios criminosos e que, segundo ele, isso pode significar uma tentativa de afetar a soberania brasileira sobre a Amazônia. Ele comparou os incêndios no Brasil a outros que acontecem anualmente em regiões como a Califórnia, nos Estados Unidos.
"Aqui tem o viés criminoso? Tem. Sei que tem. Quem que pratica isso? Não sei. Os próprios fazendeiros, ONGs, índios, seja lá o que for. Então, existe esse interesse em cada vez mais dizer que nós não somos responsáveis e quem sabe, mais cedo ou mais tarde, alguém decrete uma intervenção na região amazônica e nós vamos ficar chupando o dedo aqui no Brasil", disse.
Bolsonaro também criticou parte da imprensa na cobertura sobre o assunto. Ele reforçou que o problemas decorrentes dos incêndios podem prejudicar a todos no país. "Nossa economia está escorada nas commodities. Se o mundo resolver nos retaliar, e a economia nossa bagunçar, todo mundo, inclusive vocês, repórteres, vai sofrer as consequências."
Por fim, o presidente fez um apelo aos fazendeiros da região que estejam ateando fogo em áreas florestais. "Há suspeita que tem produtor rural que está agora aproveitando e tacando fogo geral aí. As consequências vêm para todo mundo. Se vocês querem ampliar a áreas de produção, tudo bem, mas não é dessa forma que a gente vai conseguir atingir nosso objetivo."
Bolsonaro ainda revelou ter recebido oferta de aeronaves para combater os incêndios por parte do presidente do Chile, Sebástian Piñera, e do Equador, Lenín Moreno.

Macron usa imagem de fotógrafo morto em 2003 para falar de queimadas sob Bolsonaro.

Foto foi feita pelo fotojornalista Loren McIntyre, que dá nome a lagoa no Perú.

A foto usada pelo presidente francês Emmanuel Macron para falar sobre as queimadas na Amazônia não é atual. A fotografia foi feita pelo fotojornalista da National Geographic Loren McIntyre, que morreu em 2003 nos Estados Unidos.


O presidente Jair Bolsonaro referiu-se ao presidente francês no Twitter afirmando que usa questões internas do Brasil para ganhos políticos pessoais. "O tom sensacionalista com que se refere à Amazônia (apelando até p/ fotos falsas) não contribui em nada para a solução do problema". - Afirmou o presidente do Brasil.


Vários artistas internacionais também se utilizaram da mesma imagem para protestar contra as queimadas na Amazônia. Em alguns casos, foram usadas até mesmo fotos que não são do Brasil.

sábado, 10 de agosto de 2019

PT não apoiará Flavio Dino para presidente em 2022;

Desde a última eleição (2018) em que Flávio Dino (PCdoB) venceu a disputa para o governo do estado do Maranhão com ampla vantagem contra a sua opositora Roseana Sarney (MDB), o comunista aposta todas as suas fichas nas eleições gerais de 2022, onde, segundo ele mesmo e seus simpatizantes, disputará para o cargo de presidente da República.

Flávio Dino (PCdoB) jurava que teria total apoio do Partido dos Trabalhadores, mas o seu sonho de uma chapa mista de esquerda para as eleições presidenciais só durou até o último dia 09, quando a presidente nacional do PT Gleise Hoffman declarou que o partido insistirá em Lula (que se encontra preso em Curitiba) para concorrer a presidência. 

A deputada federal pelo Paraná declarou ainda que, se impossibilitada a candidatura de Lula, o partido dará total apoio para que Fernando Haddad (candidato derrotado em 2018) tente novamente a eleição para o cargo de maior prestigio da república.

Confira o que disse a deputada federal pelo Paraná: “Não temos nenhuma discussão para 2022. Primeiro porque nós temos a figura do Lula, e apostamos muito que o Lula saia da prisão, porque é injusta e ilegal. O Lula é uma grande liderança do partido, e tendo condições de disputar, não teria dúvidas de que o PT disputaria com ele. Obviamente, se isso não acontecer, tem o nome forte no partido que é o do Fernando Haddad, que já foi nosso candidato a presidente. Não formamos candidatos e não construímos lideranças de uma hora para outra. Obviamente, ele é um dos nossos nomes para 2022, não tenho dúvidas disso. Mas está muito cedo para discutir a eleição de 2022”.